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Rosaninha Consultora de Produtos Eróticos

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Sou Rosaninha, consultora de produtos eróticos. Criei este Blog para compartilhar com vocês experiências, informações e novidades do mundo erótico! Para quem quer sair da rotina e esquentar a relação, afinal quem não se anima em melhorar a vida sexual! Aqui você vai encontrar dicas e sugestões para melhorar o seu desempenho na cama e apimentar o relacionamento. Bons meninos e meninas vão para o céu, os bem resolvidos vão para o Desejo.do Prazer! Comentários, sugestões, suas experiências e vontades, serão muito bem vindos! Aqui você pode tudo!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Comportamento das Mulheres em uma Sex Shop!

Umas entram de cabeça baixa. Outras correm para as prateleiras,
mostrando que realmente sabem o que querem.
Algumas vão em grupo apenas por curiosidade,
mas todas sabem exatamente que estão ali em busca de prazer.
 
Por Romário de Oliveira
Fonte: Revista UM / ed.51


A garota de vestido curto, pernas grossas e seios fartos caminha pela
calçada vermelha que dá acesso a uma loja de acessórios eróticos,
em São Paulo. Ela olha para os lados, disfarça, entra e voa para as prateleiras.
Sem jeito, joga os longos cabelos louros de um lado para o outro,
segura um vibrador em formato de pênis, fabricado em látex.
Observa atentamente e resolve trocá- lo por outro maior.

É abordada por uma vendedora baixinha e simpática que fala sem parar.
“Em busca do prazer, amiga?”. A loura rebate: “Estou apenas observando...
”. Eliete, a vendedora, insiste em ajudá-la:
“Você assistiu a última edição do Big Brother Brasil?
Sabe aquelas camisinhas que a participante Ana Carolina falou, nós temos aqui também.
Elas esquentam e esfriam na hora do sexo.
Você conhece o plug anal com bomba de ar e vibrador
operado por um controlador de velocidade?”
A lourinha responde que não, e se vira para a outra prateleira.

A vendedora continua insistindo.
“É um plug capaz de provocar delírios de prazer, pois, além de vibrar,
ele provoca a sensação de pulsação tão real quanto uma penetração.
Eu usei com o meu namorado e adorei!”, sorri, piscando os olhos.
A moça misteriosa devolve um sorriso e caminha para o outro lado da loja.
Eliete vai acompanhando e falando sem parar. “E esse vibrador, você conhece?”,
pergunta mais uma vez, segurando um pênis em formato de pepino.
A lourinha não demonstra nenhum interesse nas sugestões da vendedora, parece envergonhada.
“Se precisar de ajuda é só chamar.”

A vendedora compreende a “timidez” da cliente, pois,
segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do
Mercado Erótico e Sensual (Abeme), 80% dos clientes
das butiques eróticas são do sexo feminino.
Mesmo assim, a primeira vez é sempre delicada... É o caso da lourinha tímida.
Eliete segue agora para o balcão onde uma senhora se prepara
para embrulhar o seu kit de prazer.
Sorridente, a mulher de cintura fina, bumbum grande e unhas
pintadas de vermelho, berra para todo o mundo ouvir.
“Faço 32 anos de casada hoje!”.
A vendedora arregala os olhos e corre para abraçar a fiel cliente.
“Parabéns”, sorri, falando baixinho em seguida.
“Vamos esquentar essa comemoração.
Chegaram uns DVDs eróticos quentíssimos...
Por que você não leva um massageador vaginal?
Excita bastante a parte clitorial. Tente fazer uma coisa diferente hoje:
um strip tease, quem sabe? Que tal um par de algemas?
Ou quem sabe lambuzar esse corpinho com
um creme erótico?”

Negócio fechado. Agora é hora de embrulhar os  acessórios que
levarão o casal à loucura na noite da “comemoração”.
Enquanto embrulha, elas conversam como se
estivessem em um supermercado, falando dos produtos nas compras
do fim de semana... “Boa sorte!
Depois venha me contar como foi a comemoração”, dispara a vendedora,
ainda de olho naquela loura misteriosa que continua andando de um
lado para o outro da sex shop.

“Não quer mesmo uma ajuda, amiga?”, insiste mais uma vez.
“Chegaram umas lingeries bem eróticas, daquelas que
deixam o parceiro em ponto de bala...”

Passados alguns minutos, a loura se aproxima do balcão, ainda sem jeito,
segurando um Lover Boy, boneco inflável para penetração
anal e bucal com vibrador,  um óleo massageador erótico, algemas e
algumas lingeries – todas vermelhas.
“Tenho um namorado maravilhoso e três vibradores em casa.
Você é casada, meu bem?” A cliente apenas sorri e balança a cabeça,
respondendo que não. “Por que você não leva um anestésico anal?
” Ela sorri mais uma vez, guarda os seus acessórios na bolsa da
grife Louis Vuitton, coloca os óculos escuros e sai, discretamente.
“Até logo!” A vendedora acompanha a cliente até a porta.
Ela entra em um táxi e vai embora.

“Hoje, são poucas as mulheres que vencem a timidez para buscar
prazer numa sex shop”, dispara Eliete, já arrumando a prateleira de
vibradores em forma de pênis, devidamente enfi leirados.
“Nunca tive esse problema. Sempre fui muito bem resolvida mesmo antes de
trabalhar numa loja de produtos eróticos”, ela garante que o vibrador é o terceiro
item mais vendido na loja, só perdendo para as algemas e os cosméticos eróticos.
“A maioria das mulheres que entram aqui, vão direto para a sessão de lingeries,
mas na verdade querem mesmo é levar um vibrador”, entrega sorrindo,
de olho em um grupo de garotas que acaba de chegar.

“Em busca do prazer, meninas?”
Elas dão uma sonora gargalhada e vão passando de prateleira por prateleira,
mas se divertem mesmo com os vibradores em forma de pênis.

Uma delas brinca de colocar um “pênis negro” de
aproximadamente 30 cm na boca, simulando uma sessão de sexo oral.
“Ohhh... Imagine receber uma ferramenta dessas?”
A falante vendedora se diverte: conta histórias, fala das suas experiências,
tentando estimular as garotas.
“Possuímos uma enorme variedade de kits e acessórios que, aliados à
imaginação, tornarão ainda mais irresistível a ‘arte de amar’”.
E continua filosofando. “Trabalhamos com produtos nacionais e importados,
tudo pensando nos momentos prazerosos de um casal que se ama de verdade!”
Agora, elas se divertem com uma bunda incrivelmente realística,
em tamanho original, maciça e com cerca de 6 kg.
“Proporciona uma sensação real de sexo vaginal ou anal capaz de levar
qualquer um à loucura”, garante a empolgada vendedora, que parece
mais uma terapeuta sexual.
Uma das garotas devolve. “Como você sabe? Já experimentou?”
Gargalhada geral. “Deus me livre, nunca dei a minha bundinha”. Mais gargalhadas.

A mulherada se diverte com as explicações da baixinha simpática que,
ainda mais empolgada, fala sem parar. “E tem mais: um vibrador plástico no
formato de bala opera por controlador de velocidade e uma das
mãos masturba o parceiro. É mole?”. As garotas respondem em coro.
“Não! É DURO!!!” Elas já caminharam por toda a loja.
Aproximaram-se de uma prateleira lotada de lingeries sensuais.
“Que tal essa roupinha sexy de noiva?
Ou vocês preferem essas calcinhas com zíper na ‘periquita’?
Facilita na hora ‘H’”.

Elas riem sem parar. “Temos também uma roupinha de colegial...
Não vão comprar nada, meninas?”, pergunta Eliete.
“Que tal fazer uma surpresa para os namorados?”, continua insistindo.
“Não!”, respondem em coro mais uma vez.

“Viemos apenas matar a curiosidade.”
Eliete conta que já está acostumada com isso.
“Elas entram, olham, se divertem e quase sempre não levam nada.”

Quase oito horas da noite. Um carro para em frente à loja.
Eis que desce uma morena alta de bumbum redondo, muito cheirosa.
Segue em direção à vendedora, que lhe atende sorrindo. “Em busca do prazer, amiga?”
A mulher pisca os fascinantes olhos verdes e devolve com um sorriso.
“Quero um par de algemas e uma máscara facial em nylon”.
A anfitriã não perde tempo. “Vai fazer uma festinha hoje?
Temos uma lingerie preta com rendinhas, espartilho e luvas que combinam
com esses acessórios.”
Ela convence a morena a comprá-los.
“Aproveita e leva esse chicotinho em couro.
Você pode fazer um strip tease sadomasoquista.”

Dinheiro para a cliente parece não ser problema.
Ela ouve as dicas de Eliete atentamente, aceitando todas as sugestões.
Vai levar também óleo massageador e gel labial com sabor de frutas.
 “Claro! Depois do strip tease derramo o gel no corpo para ele lamber
e sentir o gostinho de morango.
Ah... Depois da transa, nada melhor do que uma boa massagem, não é?”
O automóvel que está parado em frente ao local buzina sem parar.
 “É o meu namorado!”, apressa-se a moça.
“Muito obrigada, meu bem”, dispara, indo embora, sacolejando os
quadris enquanto corre.
 “Não se esqueça das camisinhas”, berra Eliete, correndo para a
porta da loja com o troco e os preservativos.

Meia hora depois, Eliete fica surpresa com mais uma visita.
 “Quanto tempo, querida!”, sorri para uma mulher aparentando 40 anos,
enfiada em uma calça jeans justíssima, que deixa bem à mostra 
a calcinha cavada, tipo fio-dental. “Estive viajando...”, ela devolve, dando
baforadas no cigarro. Eliete segura a cliente pelas mãos e apresenta todas
as novidades da loja erótica: “Para você que é chique, tem esse colar
para os seios”, mostra o produto para a cliente interessadíssima.
“Como é isso?” Ela explica tentando colocar o tal colar por cima da camiseta branca.
“Você gruda cada ponta no biquinho dos seios. É bem estimulante, eles adoram...”

A mulher se empolga: “Achei bár-ba-ro!”
 Agora, ela apresenta um produto que garante ser a nova sensação
do público feminino e dos parceiros que querem estimular a relação sexual:
 um creme que dá calor vaginal.
“Você passa e já fica louca de tesão. É só massagear com os dedos...
Falar nisso, você experimentou aquele anestésico anal que eu sugeri?”
A cliente afirma que sim: “É bár-ba-ro! Quero levar hoje aquele creme que
prolonga o prazer masculino, evitando a ejaculação precoce...”
Eliete sorri: “O seu noivo goza rápido? O meu namorado também...”
 Elas riem sem parar. “Nossa! Quase dez horas da noite”, dispara a cliente,
de olho no relógio. “O meu namorado vem me buscar hoje”, comemora Eliete.

“Hoje vou levar este creme de consistência macia. É só esfregar nas
‘regiões sensíveis’ e massagear delicadamente. Esquenta que é uma loucura.”

A cliente franze a testa, arregala os olhos e não tem dúvida:
“Parece ser bár-ba-ro! Vou levar um também.”
Feliz com o seu kit do prazer, lá se vai a mulher ao encontro do noivo.
“Boa sorte, querida!”, sorri Eliete, correndo para atender ao telefone.
“Oi amor! Estou lhe esperando”, o dono da voz masculina que está do outro
lado parece estar excitadíssimo. “Venha quente que eu estou fervendo”,
garante a vendedora,
já se preparando para escolher os produtos
eróticos que, segundo ela, levarão o parceiro à loucura
em uma noite de muito prazer.

 Às onze horas o tão esperado namorado chega.
Ela se agacha atrás do balcão e coloca gotas de um perfume
afrodisíaco nas orelhas, no pescoço e nos seios.
Vai embora, sem esquecer, claro, do seu kit de prazer que fez
questão de manter em sigilo. Eles se beijam, aceleram
o carro e seguem em direção de uma noite de muito prazer.


P.S: Meninas e Meninos...Apimentar a relação
com produtos eróticos é ótimo e a Dona da Sex Shop
AGRADECE...mas...“A imaginação é mais  importante
do que qualquer produto erótico. Sem ela, a performance
e o estímulo sexual podem ser um desastre.”

Bjus, Rosaninha.
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2 comentários:

  1. Amei este texto e essa vendedora aí e confesso, morro de vergonha de entrar em um sex shop!

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  2. Gostei muito do texto também mas confesso que sou muito cara de pau, nunca senti vergonha não, sou meio escrachada. Fiquei surpresa em saber que a maioria das mulheres se sentem tímidas.

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